sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

biografia XXXI - esperança

já morreram as duas
árvores que
plantei perderam se

no mundo os pequenos
poemas que
escrevi esvaziaram

se de mistérios as noites
de desamparo

o corpo magoa se com
o tempo nenhuma
chuva incomoda mais dói

olhar

prá frente



Adair Carvalhais Júnior

6 comentários:

Júlia disse...

Um dos mais belos até hoje. Será que a esperança existe para trás tanto como para frente? No mais, crescer deve ser sempre só um risco, mesmo. E um risco anunciado.

Quero guardá-lo em mim, sempre. Principalmente para quando a esperança parecer faltar ( o que, pela velocidade com que têm minguado os sonhos e aumentado as certezas, não deve tardar ).
Beijos e obrigada por me mostrar sempre o reverso das coisas; assim é sempre mais imperfeito e belo,


ps.: Sua poesia tem me sido cada vez mais amiga. E eu cada vez menos intrusa nela. Ela me faz cada vez melhor.

Adair Carvalhais Júnior disse...

Despois de dizer tanta coisa bela, você ainda agradece ????

muitos beijos

Júlia disse...

=)
Tenho mania de desculpas e agradecimentos, você sabe.
Mas muito das paavras que tenho hoje para a sua poesia veio dela mesmo - e de você. Não dá pra não agradecer.

Adair Carvalhais Júnior disse...

Sim. Mas é que fico sem saber o que fazer, além de agradecer. ;-)

Em@ disse...

Bonito.
Verdadeiro.
Profundo (como todos os outros)
:))
Abraço

Adair Carvalhais Júnior disse...

Obrigado Ema. Você sempre me dando o prazer da sua leitura atenta e gentil

abração